sobre conviver com uma criança e se tornar criança outra vez

conviver diariamente com uma criança muitas vezes não é fácil. não é fácil por que elas insistem em nos trazer para o presente, para o aqui-e-agora, para a pequena folha jogada no meio do caminho que você tem pressa demais para olhar, para o passarinho que acabou de passar pela janela, para a única estrela brilhando na noite escura que você não prestaria atenção.

elas te convidam a parar, sentar, se descalçar e sujar seus pés com o chão do agora. você quer se desconectar do presente, deixar sua mente vaguear e elas pedem a sua atenção para aquilo que está acontecendo naquele momento e você não está notando.

elas te demandam não só presença física mas também – e principalmente – emocional e nós nos desacostumamos a isso, a estarmos presentes emocionalmente aonde quer que estivermos fisicamente.

nos desacostumamos a desacelerar, a desligar nossas preocupações com o futuro, a desconectar das expectativas dos outros para simplesmente estarmos, aqui, agora, aproveitando o que a vida nos entrega.

que hoje a criança que convive com você chame a sua criança interior para brincar, você aceite o convite e se surpreenda com tudo o que o presente pode te dar.

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