[detox digital] oito dicas para lidar melhor com as mídias sociais

Acredito que você possa ter se identificado com alguns dos três pontos que eu citei no post sobre os três motivos para se fazer um detox digital. Antes de você querer deletar todas as suas contas nas redes sociais e jogar seu celular fora, saiba que a culpa não é da tecnologia! Eu até queria culpar os smartphones, a internet, as redes sociais… Porque aí a solução seria simples: tira isso da sua vida e pronto, tá curado. Mas não. O problema está mais embaixo. Você vai tirar seu vício em redes sociais para trocá-lo pelo seu vício em doces, ou até mesmo em exercícios físicos! Qualquer coisa – boa ou ruim – que te dê aquela sensação de prazer. Tudo isso que a gente tenta usar para preencher o que nos falta, para ocupar o espaço vazio nas nossas mentes e corações, para nos dar sensação de controle, para nos anestesiar da ansiedade de não sabermos ao certo se estamos no caminho certo.

A tecnologia potencializou esse comportamento que nos é natural: nos viciar. Nós nos viciamos com tanta facilidade em qualquer coisa que nos prometa alívio e nos gere sensação de bem-estar pois somos seres feitos para depender de alguma coisa ou alguém. Somos seres com alto potencial de dependência e veneração. A questão não é tanto se acreditamos que exista algo externo que possa nos preencher, mas sim, quais são as coisas externas que estamos buscando para nos preencher? Como meu autor favorito (<3 CS Lewis) mesmo diz: “Somos criaturas divididas, correndo atrás de álcool, sexo e ambições; desprezando a alegria infinita que se nos oferece, como uma criança ignorante que prefere continuar fazendo seus bolinhos de areia numa caixa de areia de parquinho, porque não consegue imaginar o que significa um convite para passar as férias na praia.”

Vivemos em tempos de compulsões. Somos viciados, não em celulares. Eles são só o meio. Somos viciados em nos sentirmos produtivos, em nos ocupar a todo tempo, em nos sentirmos no controle dos nossos corpos, mentes e – pior – dos outros. Essa compulsão está gerando obesidade de informação e anorexia de sabedoria. A culpa não é da tecnologia. A tecnologia nasce dos nossos desejos e patologias, é moldada pelo nosso uso dela e nos molda pelos interesses comerciais que se apropriam dela. Ela surge para suprir demandas inconscientes do nosso coração e potencializar aquilo que já estava dentro de nós somente esperando os meios para os fins. Criamos o papel e a caneta pra isso, o livro, o rádio, o jornal, a televisão, o trem, o carro, a eletricidade. Tudo isso. Todas essas tecnologias foram criadas para nos ocupar e nos manter produtivos. A culpa não é da internet. O que mudou com a internet? A velocidade. O mundo sempre teve informação demais, nós nunca tivemos um acesso tão rápido a qualquer tipo de informação. Nunca tivemos tanta pressa em saber tudo, ao mesmo tempo, agora.

Por isso, ouso dizer que o que precisamos não é nos desconectar. O potencial de conexão que a internet nos trouxe é maravilhoso! O que precisamos tomar cuidado é com a aceleração, com a velocidade. Precisamos estar conectados, mas usufruir dessa conexão com calma, com consciência, com moderação. Precisamos desacelerar e fazer uma coisa de cada vez (tá, às vezes duas vai! haha). Precisamos escolher com quem estaremos conectados, quais são as informações que eu quero processar naquele momento, qual é o conhecimento que estou precisando adquirir naquele momento da minha vida e constantemente refocar minha concentração para isso. Precisamos nos lembrar continuamente de separar um tempo offline para fazer o download e processamento de tudo aquilo que acontece online.

Mas o ponto é: como? Eu, particularmente, já fiz algumas rodadas de detox digital e sempre me sentia muito bem, mas logo depois voltava com os velhos hábitos. O que percebi então é que eu estava precisando de uma “reeducação”, não de uma dieta, não de um detox. Eu precisava encontrar formas práticas de continuamente desacelerar e manter minha mente consciente, presente, ativa e tomando decisões intencionais.

Frente a tudo isso, eu listei uma série de ações que eu tenho tomado para desacelerar e me reconectar com aquilo que realmente importa e compartilhei na live que fiz no youtube sobre esse tema.

Eu preparei um material com esses itens por escrito também, caso queira ter para se relembrar, cadastre-se na minha lista de leitores VIP no formulário aqui embaixo que eu te envio!

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  • Olá! Venho através de uma indicação ao seu blog.
    Ao ler alguns de seus textos realmente me identifiquei não como um consumidor final, mas como um parceiro de pensamento, ideologia ou algo assim. Muito bom o que vem trazendo sobre um olhar profundo, e muitas vezes esquecido, da vida. Continuarei a ler e, a partir de agora, acompanhar e por isso deixo esse comentário, para que saiba que faz sentido tudo o que escreve e, se couber, um incentivo à continuar!